11.9.11
10.9.11
confissão
o bom de construirmos uma imagem agressiva e algo tresloucada de nós próprios para demonstrar ao mundo e a quem não interessa (de facto) defende-nos de todos aqueles que pensam que não passamos disso mesmo, porque é aí mesmo que os "apanhamos" na curva.
e é aí que se ganha o mundo. e eles nem suspeitam.
o gozo disto tudo é guardarmos algumas coisas apenas para nós, e é este gozo que quase ninguém suspeita que posso também ter.
afinal ser honesto e digno compensa mesmo. a minha mãe tinha razão.
(smile)
e é aí que se ganha o mundo. e eles nem suspeitam.
o gozo disto tudo é guardarmos algumas coisas apenas para nós, e é este gozo que quase ninguém suspeita que posso também ter.
afinal ser honesto e digno compensa mesmo. a minha mãe tinha razão.
(smile)
ibuprofeno
Todas as dores na vida passassem com um ibuprofeno e isto seria tudo mais fácil...
... até lá, isto não passa disso mesmo: tomar um comprimido, escrever umas merdas e esperar que passe.
... até lá, isto não passa disso mesmo: tomar um comprimido, escrever umas merdas e esperar que passe.
8.9.11
Factos relevantes sobre os açorianos IV
Os açorianos emigrados nos EUA e Canadá, em férias nos Açores, comportam-se como os portugueses em Ayamonte: falam muito alto como se ninguém os ouvisse ou entendesse.
Go figure....
Go figure....
7.9.11
6.9.11
songs of love and hate VII
esta é uma das mais belas de sempre, existe porque sim, porque é daquelas músicas que parece que sempre existiram numa fracção de tempo infinitesimal e que simplesmente são, por inteiro, existem dentro de nós. faz transbordar algo cá dentro. mesmo que não haja nada de especial por transbordar.
a mim lembra-me sobretudo Coimbra. a minha amada Coimbra dos sábados de manhã, quando pouca gente suspeitava que eu me levantava cedo para ir tomar o pequeno-almoço à rua, ao gira, ou à rua do brasil e voltava pra casa, para dormir, mas o croissant não podia falhar. num tempo em que não sabia o que era ter um carro, e não me fazia falta, porque era aquela miúda que ou andava a pé, ou à boleia ou de autocarro. fazíamos um truque engraçado naquela altura, que consistia em aldrabar os senhores dos SMTUC através de cartolina amarela, fita cola e o que sobrava de um bilhete. depois era somente um truque de mãos. lembra-me o meu quarto, a minha aparelhagem, as minhas cassettes de jorge palma, a chuva lá fora. lembra-me a falta de camisas brancas na altura da latada, e o cheiro da lixívia a branquear os colarinhos e os punhos sujos da noite anterior. lembra-me as monumentais, as cantinas amarelas, o desfile da latada, o parque botânico, o jardim da sereia, o penedo da saudade à noite, o outono, o inverno. é uma música de inverno. de chuva sem vento no vidro da janela.
esta música lembra-me sobretudo um tempo em que acreditava num mundo tão cor-de-rosa, no amor para sempre, nos ideais porque sim, no poder da amizade verdadeira, na poesia que se lia, nas lágrimas que chorei ao ouvir isto tantas e tantas vezes.
esta música lembra-me que o tempo passa, mas nem tudo passa com ele, pois ainda acredito no amor para sempre, na amizade verdadeira e nos ideais porque sim. e a poesia, claro. claro que sim.
5.9.11
parêntesis
Li hoje o post mais estúpido no blog mais estúpido que já li em toda a minha vida.
Não sei se a autora quereria ter piada mas resumindo a coisa em poucas palavras, e porque é muito deselegante copiar palavras que nem sequer merecem ser lidas por uma segunda vez (não o farei sob pena de cometer alguma deselegância pior), a dita autora referia-se à própria mãe como se de um fardo se tratasse. A mãe inscreveu-se no mesmo ginásio que ela e a rapariga dava "saltos no ar" porque queria ter "espaço", queria ter a sua horinha livre mais o iPod e o raio que a parta etc etc etc só merda. Que a mãe ía criticar o par de calças enfiado sabe-se lá onde etc etc etc coisas sem interesse absolutamente nenhum.
Merda da mais pura merda como só a verdadeira merda consegue ser.
Tive vontade de comentar. Não o fiz.
A autora discorria tamanha diarreia verbal e mental e culminava no desabafo que a mãe fizera de manhã, que já passavam tão pouco tempo juntas etc ao qual ela, filha, pensara "que não era por acaso que isso acontecia".
Esta merda escreve-se? Esta merda diz-se em público? Da própria mãe??
E ainda existem atrasados e atrasadas mentais que acham tudo muito bem. E gostam. Eu fico verdadeiramente chocada com estas atitudes, porque ainda gostava de acreditar que a maioria das pessoas não é assim, mas é o que mais vejo por aí, e por parte de pessoas que já tinham idade pra ter juízo.
Eu podia não escrever este post? Podia, mas num dia/noite em que sei que há pessoas que perderam entes queridos, e por saber a saudade que me arde no peito pela minha própria mãe e no que eu dava por um par de horas mais com ela a meu lado, dá-me vontade de bater nestas gajas de merda que não têm vida própria.
Uma enxurrada de merda que as levasse, era o que era.
*pardon my english.....
______________________________________________________________
Depois de ler mais um pouco o referido blog chego à conclusão que não vale mesmo tempo de antena. É mais uma triste desgraçada que toma prozac, ouve música de merda, alimenta os gatos que vivem na rua, tem desgostos de amor e não deve saber o que cá anda a fazer. E vive em Lisboa. Típico...
Não sei se a autora quereria ter piada mas resumindo a coisa em poucas palavras, e porque é muito deselegante copiar palavras que nem sequer merecem ser lidas por uma segunda vez (não o farei sob pena de cometer alguma deselegância pior), a dita autora referia-se à própria mãe como se de um fardo se tratasse. A mãe inscreveu-se no mesmo ginásio que ela e a rapariga dava "saltos no ar" porque queria ter "espaço", queria ter a sua horinha livre mais o iPod e o raio que a parta etc etc etc só merda. Que a mãe ía criticar o par de calças enfiado sabe-se lá onde etc etc etc coisas sem interesse absolutamente nenhum.
Merda da mais pura merda como só a verdadeira merda consegue ser.
Tive vontade de comentar. Não o fiz.
A autora discorria tamanha diarreia verbal e mental e culminava no desabafo que a mãe fizera de manhã, que já passavam tão pouco tempo juntas etc ao qual ela, filha, pensara "que não era por acaso que isso acontecia".
Esta merda escreve-se? Esta merda diz-se em público? Da própria mãe??
E ainda existem atrasados e atrasadas mentais que acham tudo muito bem. E gostam. Eu fico verdadeiramente chocada com estas atitudes, porque ainda gostava de acreditar que a maioria das pessoas não é assim, mas é o que mais vejo por aí, e por parte de pessoas que já tinham idade pra ter juízo.
Eu podia não escrever este post? Podia, mas num dia/noite em que sei que há pessoas que perderam entes queridos, e por saber a saudade que me arde no peito pela minha própria mãe e no que eu dava por um par de horas mais com ela a meu lado, dá-me vontade de bater nestas gajas de merda que não têm vida própria.
Uma enxurrada de merda que as levasse, era o que era.
*pardon my english.....
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Depois de ler mais um pouco o referido blog chego à conclusão que não vale mesmo tempo de antena. É mais uma triste desgraçada que toma prozac, ouve música de merda, alimenta os gatos que vivem na rua, tem desgostos de amor e não deve saber o que cá anda a fazer. E vive em Lisboa. Típico...
4.9.11
Copy Paste
"A tua morte é sempre nova em mim.
Não amadurece. Não tem fim.
Se ergo os olhos dum livro, de repente
tu morreste.
Acordo, e tu morreste.
Sempre, cada dia, cada instante,
a tua morte é nova em mim,
sempre impossível.
E assim, até à noite final
irás morrendo a cada instante
da vida que ficou fingindo vida.
Redescubro a tua morte como outros
redescobrem o amor,
porque em cada lugar, cada momento,
tu estás vivo.
Viverei até à hora derradeira a tua morte.
Aos goles, lentos goles. Como se fosse
cada vez um veneno novo.
Não é tanto a saudade que dói, mas o remorso.
O remorso de todo o perdido em nossa vida,
coisas de antes e depois, coisas de nunca,
palavras mudas para sempre, um gesto
que sem remédio jamais teve destino,
o olhar que procura e nunca tem resposta.
o único presente verdadeiro é teres partido."
Adolfo Casais Monteiro
Não amadurece. Não tem fim.
Se ergo os olhos dum livro, de repente
tu morreste.
Acordo, e tu morreste.
Sempre, cada dia, cada instante,
a tua morte é nova em mim,
sempre impossível.
E assim, até à noite final
irás morrendo a cada instante
da vida que ficou fingindo vida.
Redescubro a tua morte como outros
redescobrem o amor,
porque em cada lugar, cada momento,
tu estás vivo.
Viverei até à hora derradeira a tua morte.
Aos goles, lentos goles. Como se fosse
cada vez um veneno novo.
Não é tanto a saudade que dói, mas o remorso.
O remorso de todo o perdido em nossa vida,
coisas de antes e depois, coisas de nunca,
palavras mudas para sempre, um gesto
que sem remédio jamais teve destino,
o olhar que procura e nunca tem resposta.
o único presente verdadeiro é teres partido."
Adolfo Casais Monteiro
Karma is a bitch!
É de uma subliminar ironia o que aconteceu este ano com as listas de professores (salvo raras raríssimas excepções): toda a trampa que se pôs à sombra da bananeira durante estes anos todos em lutas, manif's e greves ficou desempregada.
Não posso deixar de ficar um bocadinho contente, principalmente porque nos meus tempos áureos de desemprego ninguém se "chegou ao pé".
Karma is a bitch...
Não posso deixar de ficar um bocadinho contente, principalmente porque nos meus tempos áureos de desemprego ninguém se "chegou ao pé".
Karma is a bitch...
Factos relevantes sobre os açorianos III
Conduzem mal que se fartam. São fervorosos adeptos do tunning. Não sabem o que é uma rotunda.
Good Lord...
Good Lord...
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